resenha / review

Völur – Ancestors

 

Eu já mencionei anteriormente como eu me sinto em relação às bandas que buscam inspiração em estilos diferentes para criar sua música, e mesmo que em alguns casos o resultado final possa não corresponder às expectativas, mantenho uma certa admiração por tal ambição. A banda canadense Völur demonstrou isso no álbum Disir lançado em 2016 e reforça essa ideia no novo álbum Ancestors, lançado no dia 2 de Junho.

Levando em consideração que a Völur é formada por membros de bandas como Blood Ceremony e Do Make Say Think, já fica evidente que diversidade entre estilos é uma coisa muito presente em cada aspecto dela. Mas ao contrário das duas bandas citadas, a Völur segue uma combinação diferenciada, porém muito agradável entre Doom Metal, Folk e até algo vindo do metal extremo.

Ancestors é repleto de melodias que farão sua mente transitar por ritmos variados e que se desenvolvem de forma sutil. A presença marcante dos violinos reforça a atmosfera profunda e acolhedora que existe ao longo do álbum. Cada faixa possui seus próprios capítulos pessoais e fica claro a ideia por trás disso, cada uma deles representa uma mudança ou evolução dentro da estrutura musical. “Breaker of Silence” por exemplo, se inicia com uma estética dark ambient representando uma invocação, evoluindo para um mantra repleto de cânticos hipnóticos e encerrando numa fórmula que reúne bastante peso, vocais ásperos característicos do metal extremo em contraste com melodias remanescentes dos violinos e atmosfera soturna que foram introduzidos anteriormente dentro da mesma faixa.

E essa abordagem é recorrente ao longo do álbum, mas a Völur nunca se prende excessivamente às mesmas estruturas ou ritmos. A faixa “Breaker of Skulls” por exemplo, tem predominância do vocal áspero e aposta em ritmos mais agressivos, algo que você nem imaginaria encontrar no álbum ao escutar os instantes iniciais da faixa de abertura. E isso é algo que você tem que ter em mente caso fique interessado pelo álbum, por mais que em muitos momentos a banda vá soar familiar com algo que você já ouviu, Ancestors sempre encontrará uma forma de fugir do óbvio. Se você procura por algo menos convencional ou deseja sair da zona de conforto, Ancestors é recomendado para você.

Tracklist:
01 – Breaker of Silence
02 – Breaker of Skulls
03 – Breaker of Oaths
04 – Breaker of Famine

 

 

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Um comentário em “Völur – Ancestors

  1. ALBUM REVIEW: VÖLUR – ANCESTORS

    I have mentioned earlier how I feel about bands that seek inspiration in different styles to create their music and even if in some cases the final result may not correspond to expectations, I maintain a certain admiration for such ambition. The Canadian band Völur demonstrated this on the album Disir released in 2016 and reinforces this idea in the new album Ancestors, released on June 2nd.

    Taking into consideration that Völur is formed by members of bands such as Blood Ceremony and Do Make Say think, it’s already evident that diversity between styles is a present thing in every aspect of the band. But unlike the two bands quoted, Völur follows a differentiated but very pleasant combination between Doom metal, Folk and even something from extreme metal.

    Ancestors is filled with melodies that will make your mind transit through varying rhythms and that develop in a subtle way. The striking presence of the violins strengthens the deep and welcoming atmosphere that exists throughout the album. Every song owns their personal chapters and the idea behind this is clear, each of them represents a change or evolution within the musical structure. “Breaker of Silence” for example, begins with a dark ambient aesthetic representing an invocation, evolving into a mantra filled with hypnotic chants and ending in a formula that brings together enough weight and harsh vocals characteristic of the extreme metal in contrast to remnant melodies of the violins and the dark atmosphere that were previously introduced on the same track.

    And this approach is recurring throughout the album, but Völur never imprisons excessively to the same structures or rhythms. The track “Breaker of Skulls” for example, has harsh vocal dominance and wagering on more aggressive rhythms, something you would not imagine to find on the album by listening to the initial moments of the opening track. And that’s something you have to keep in mind if you’re interested in the album, as much as in many moments the band will sound familiar with something you’ve heard, Ancestors always find a way to flee the obvious. If you look for something less conventional or wish to leave the comfort zone, Ancestors is recommended for you.

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