resenha / review

Poseidon – Prologue

Prologue é o álbum de estreia da banda britânica Poseidon, lançado no dia 21 de Julho pela Ripple Music. Eu meio que fui pego de surpresa por esse lançamento, pois não sabia que entre os membros da banda estão presentes Matthew Bunkell e Jamie Starke da saudosa Light Bearer. Acompanhados por Raza Khan e Matt Norris, o quarteto entrega um dos álbuns de estreia mais empolgantes que escutei ao longo do ano.

A Poseidon combina Doom e Sludge de uma forma que fará fãs de bandas como YOB e Haast’s Eagle se sentirem totalmente acolhidos por sua música. O álbum conta com apenas quatro faixas mas possui uma duração total que ultrapassa os 43 minutos, algo que particularmente já é um bom sinal para mim.

Ao longo do álbum a banda frequentemente vai te prender através de ritmos densos e absurdamente pesados. Há uma série de riffs monstruosos que os fãs do gênero tanto apreciam. Logo na abertura do álbum a banda já deixa isso claro com a faixa “The Beginning The End The Colony”, nota-se como a faixa é bem desenvolvida e preza por um desenvolvimento detalhado, apostando em vocais limpos e berros cavernosos, ambos eficientes.

Confesso que da primeira vez que escutei o álbum fui pego de surpresa pela faixa seguinte “Mother Mary Son Of Scorn”. Acredito que o comum seria esperar por mais uma faixa pesada seguinto os passos da primeira, certo? Mas não é o que ocorre, “Mother Mary Son Of Scorn” traz uma abordagem acústica que agrada, assim como tem acontecido em outros lançamentos do gênero que inseriram faixas nesse contexto (Windhand, Cough e Inter Arma para citar alguns), a banda expande seus horizontes e dá uma diversificada no álbum. A faixa seguinte “Chainbreaker” retoma o peso e agressividade inicialmente apresentados no álbum e preparam o ouvinte para o desfecho épico com a faixa “Omega”. A mais extensa do álbum, “Omega” ultrapassa os 16 minutos de duração e vê a Poseidon mostrando seu lado mais visceral com passagens de um peso enlouquecedor e ritmos monolíticos, mas mantendo à atenção aos detalhes e inserindo passagens que trazem algo psicodélico e passagens mais tocantes como ocorre na parte final da faixa. Altamente recomendado!

 

Tracklist:
01 – The Beginning The End The Colony (13:14)
02 – Mother Mary Son Of Scorn (08:10)
03 – Chainbreaker (06:15)
04 – Omega (16:06)

 

 

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Um comentário em “Poseidon – Prologue

  1. ALBUM REVIEW: POSEIDON – PROLOGUE

    Prologue is the debut album by the British band Poseidon, released on July 21st via Ripple Music. I was kind of surprised by this release, because I did not know that among the band members are present Matthew Bunkell and Jamie Starke from the late Light Bearer. Accompanied by Raza Khan and Matt Norris, the four piece delivers one of the most exciting debut albums I’ve heard throughout the year.

    Poseidon combines Doom and Sludge in a way that will make fans of bands like YOB and Haast’s Eagle feel fully welcomed by their music. The album counts with only four tracks but has a total duration that exceeds 43 minutes, something that is particularly a good sign for me.

    Along the album, the band will often catch you through dense and absurdly heavy rhythms. There are a series of monstrous riffs that fans of the genre will fully appreciate. In the opening of the album, the band already makes it clear with the track “The Beginning the End the Colony”, it’s possible to notice how the track is well developed and cherishes a detailed development, combining clean vocals and cavernous growls, both efficient.

    I confess that the first time I listened to the album I was blindsided by the next track “Mother Mary Son Of Scorn”. I believe the common would be to wait for another heavy track following the steps of the first, right? But it’s not what happens, “Mother Mary Son Of Scorn” brings an acoustic approach that pleases, as has happened in other releases of the genre that have inserted tracks in this context (Windhand, Cough and Inter Arma to name a few), the band expands their horizons and diversifies the album. The following track “Chainbreaker” resumes the heavy instrumental and aggressiveness initially presented on the album and set up the listener for the epic outcome with the track “Omega”. The most extensive of the album, “Omega” exceeds the 16 minutes of duration and sees Poseidon showing its more visceral side with passages of a maddening weight and monolithic rhythms but keeping the attention to the details and entering passages that bring something psychedelic and more touching passages as it occurs in the final part of the song. Highly recommended!

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