resenha / review

Vasilek – The Dark Road

Uma das coisas mais interessantes para mim em relação à música, é conhecer um outro lado de artistas que criam projetos paralelos com sonoridades diferentes daquelas que nos acostumamos a ouvir nas bandas em que fazem parte. Esse é o caso de Vasilek, alter ego criado pelo Mike Hills, mais conhecido por ser o front man da banda Tombs. The Dark Road é o segundo álbum de estúdio da Vasilek e foi lançado no dia 25 de Agosto pela Translation Loss Records.

É difícil tentar categorizar esse tipo de música criado pelo Mike Hills com a Vasilek, por mais que muitos possam assimilar sua abordagem com algo feito por outras bandas e artistas que exploram Dark Ambient e música Experimental de uma forma geral, é algo que sempre será bastante relacionado ao lado pessoal de seu criador. E no caso de Hills, ele se encarrega de criar algo completamente capaz de distorcer sua mente logo na primeira audição.

Não é algo fácil de escutar ou mesmo de assimilar, o que geralmente afasta uma parcela do público desse tipo de música. Aqui, a atenção, curiosidade e paciência serão recompensados para aqueles que derem uma oportunidade do álbum exercer sua proposta. O uso constante das distorções e efeitos eletrônicos criam um certo surrealismo abismal, sombrio e talvez indigesto para aqueles não habituados com essa abordagem.

As duas primeiras faixas do álbum, “Walk” e “Loss” respectivamente, são curtas demonstrações daquilo que o álbum tem a oferecer. Digo isso porque o grande ponto do The Dark Road” é exatamente a terceira e última faixa, “Green Lady”. Durante 33 minutos, Hills cria uma das faixas mais profundas e instigantes que escutei nos últimos anos vindas desse nicho musical que abrange a Vasilek. Um ambiente estranho, desolado, misterioso, do qual você não sabe o que está à espreita ou virá em sequência.

Se você está procurando por algo convencional, o álbum talvez não seja exatamente algo que eu te recomendaria. Já para aqueles que apreciam dark ambient / experimental ou que tenham curiosidade em conhecer algo mais desse tipo de música, The Dark Road é uma experiência interessante.

 

Tracklist:

01 – Walk with Me
02 – Loss
03 – The Green Lady

 

 

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Um comentário em “Vasilek – The Dark Road

  1. ALBUM REVIEW: VASILEK – THE DARK ROAD

    One of the most interesting things about music to me, is to know another side of artists who create parallel projects with different sounds from those that we get used to hearing in the bands they’re part of. This is the case of Vasilek, alter ego created by Mike Hills, best known for being Tombs’ front man. The Dark Road is the second studio album by Vasilek and was released on August 25th by Translation Loss Records.

    It’s hard to try categorize this kind of music created by Mike Hills’ Vasilek, even that many can assimilate its approach with something done by other bands and artists exploring Dark Ambient and Experimental Music in a general way, is something that will always be quite related to the personal side of its creator. And in this case, Hills is creating something completely capable of distorting our minds right at the first audition.

    It’s not an easy thing to listen to or even assimilate, which usually keeps a portion of the public from this kind of music. Here, the attention, curiosity and patience will be rewarded for those who give the album an opportunity to exert its proposal. The constant use of distortions and electronic effects create a certain abysmal surrealism, gloomy and perhaps indigestive for those not familiar to this approach.

    The first two tracks of the album, “Walk” and “Loss” respectively, are short demonstrations of what the album has to offer. I say that because the big point on The Dark Road is exactly the third and last track, “Green Lady”. For 33 minutes, Hills creates one of the deepest and most exciting tracks that I’ve heard in the last few years from this musical niche that covers Vasilek. A strange, desolate, mysterious environment of which you do not know what is lurking or will come in sequence.

    If you’re looking for something conventional, the album might not be exactly something I would recommend you. Already for those who enjoy dark ambient/experimental or who are curious to know something more of this kind of music, The Dark Road is an interesting experience.

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