resenha / review

Squalus – The Great Fish

O simples fato de contar com membros da Giant Squid, já é um atrativo irrecusável para conhecer a música feita pela Squalus em seu álbum de estreia The Great Fish, lançado no dia 15 de Setembro pela Translation Loss Records. Se assim como eu você já teve a oportunidade de escutar algo da Giant Squid anteriormente, sabe se tratar de uma banda talentosa, mas a forma como Aaron John Gregory, Bryan Beeson, Andrew Southard e Zack Farwell dão vida ao conceito por trás da Squalus pode te surpreender.

De início eu não esperava escutar algo que me lembrasse a cada instante da Giant Squid, acho que esse não seria o objetivo de tudo. O mais interessante aqui, seria a oportunidade de ver este quarteto explorando novas ideias aliadas à forma com que exploram diversos estilos.

E isso sem dúvida é o ponto mais marcante de The Great Fish. Squalus incorpora a figura de uma besta deformidade que habita as profundezas, fria, calculista e feroz. E isso se reflecte em sua música perfeitamente. Apostando em dois baixos poderosos, uma bateria balanceada mas que não hesita em criar verdadeiros maremotos se necessário e uma variedade vocal singular, a banda consegue te levar ao desconhecido através das onze faixas presentes em The Great Fish.

A sonoridade em si consegue ser indigesta em alguns momentos, retratando o tom com que a banda opera na maior parte do trabalho. O uso dos synths e pianos auxiliam muito bem na construção das faixas, dando estranheza e um certo ar de tranquilidade, mas que são abruptamente interrompidos pela forma agressiva e constante com que a banda insere passagens pesadas, como encontramos na faixa “Flesh, Bone and Rubber”. Mas sobra espaço para faixas grandiosas, aquelas que seguem tocando em sua mente mesmo após o encerramento do álbum, e para mim, são elas a “Eating Machine in the Pond” e “City Hands”. Ambas passeiam pela diversidade musical do quarteto e incorporam bem o espírito do álbum, além de carregarem uma atmosfera completamente provocante e dramática. Também destaco “The Orca” e “The USS Indianapolis”, responsáveis por exercer uma pressão abismal em nossos ouvidos e mentes.

Particularmente eu fico bastante satisfeito ao ver esse quarteto criando música, demonstrando a mesma vontade de explorar e se reinventar sem se prender demais no convencional. The Great Fish é um álbum interessante e recomendado para todos aqueles que gostam de algo que reúna uma temática que seja bem representada pelo lado musical.

Tracklist:

01 – The Great Fish
02 – Flesh, Bone and Rubber
03 – Town Meeting
04 – Swim Charlie, Swim
05 – Jack the Ripper
06 – Eating Machine in the Pond
07 – City Hands
08 – The Orca
09 – The USS Indianapolis
10 – Show Me the Way to Go Home
11 – He Ate the Light

 

 

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Um comentário em “Squalus – The Great Fish

  1. ALBUM REVIEW: SQUALUS – THE GREAT FISH

    The simple fact of having Giant Squid’s members in the line up , it’s an irresistible attraction to know the music made by Squalus on their debut album The Great Fish , released on September 15th by Translation Loss Records . If like me you’ve had the opportunity to hear something from Giant Squid you know it’s a talented band, but on Squalus the way Aaron John Gregory, Bryan Beeson, Andrew Southard and Zack Farwell give life to the concept behind the band’s music can surprise you.

    At first, I did not expect to hear something that at every moment reminds me of Giant Squid, I think this would not be the goal of all. The most interesting here, it would be the opportunity to see this quartet exploring new ideas allied to the way they explore various styles.

    And this is certainly the most striking point of The Great Fish. Squalus incorporates the figure of a deformed beast that inhabits the deep, being cold, calculating and unpredictable. And this is reflected in their music perfectly. Betting on two powerful bass, balanced drums but does not hesitate to create tidal waves if necessary and a unique vocal range, the band will take you to the unknown through eleven tracks present in The Great Fish.

    The sound itself can be indigestible at times, depicting the tone which the band operates in most of the album. The use of synths and pianos assist in the construction of the tracks, giving strangeness and a certain air of tranquility, but that are abruptly interrupted by aggressive and steadily form that the band introduces heavier passages, as we find in the track “Flesh, Bone and Rubber ” . But there are those grand songs who still playing in your mind even after the album’s closing, and for me, they are “Eating Machine in the Pond” and “City Hands”. Both stroll through the musical diversity of the quartet and embody the spirit of the album, in addition to carrying a totally provocative and dramatic atmosphere. Also, highlight “The Orca” and “The USS Indianapolis” , responsible for exercising an abysmal pressure in our ears and minds.

    Particularly I am very pleased to see this quartet creating music, demonstrating the same desire to explore and reinvent itself without holding too much in the conventional. The Great Fish is an interesting album and recommended for all those who like something that brings together a theme that is well represented by the musical side.

    Curtido por 1 pessoa

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