resenha / review

Chelsea Wolfe – Hiss Spun

Hiss Spun é o novo álbum da Chelsea Wolfe e foi lançado no dia 22 de Setembro pelo selo Sargent House. Uma artista diferenciada e única, Chelsea Wolfe a cada álbum lançado apresenta uma nova face para representar sua música sombria e provocante, em seu último trabalho Abyss, ela atingiu aquele que até então era o trabalho que mais me agradava. Abyss trazia mais elementos da música pesada e uma densidade esmagadora, era como se estivéssemos de fato numa queda constante dentro de um abismo e sendo engolidos pela escuridão.

Hiss Spun novamente apresenta a Chelsea explorando uma diversidade de estilos, como Gothic Rock, Doom, Darkwave, Industrial e Folk. Ele soa pesado mas consegue ser mais rico em atmosfera e manter aquela linha imersiva característica de outros álbuns dela. E Hiss Spun é o álbum dela que fluiu mais facilmente para mim, ele está repleto dessas faixas profundas e sombrias, mas há sempre um gancho, uma quebra ou evolução no ritmo que ajudam no andamento do álbum, sem te prender excessivamente às mesmas estruturas.

As duas primeiras faixas do álbum são “Spun” e “16 Psyche”, ambas já trazendo um contraste significativo. Enquanto “Spun” nos acerta em cheio com um ritmo denso e guitarras sujas, “16 Psyche” intercala uma dinâmica que nos envolve completamente pela atmosfera vibrante e estimulante que o refrão possui. Logo em seguida vem a faixa “Vex” e sua evolução gradual que entrega um desfecho completamente pesado, no qual Chelsea apresenta um dueto incrível com Aaron Turner (Isis, Old Man Gloom, Sumac), sendo uma das faixas mais interessantes do álbum.

Após o interlúdio “Strain” é onde para mim o álbum te pega de vez e não solta mais. É uma verdadeira montanha russa emocional na qual a diversidade musical trata de lhe situar dentro do contexto de cada faixa. “Offering” introduz uma vertente mais eletrônica e suave, um lado mais colorido e que soa até surpreendente dado o tom recorrente do trabalho. Já “Two Spirit” apresenta o folk etéreo que marcou os primeiros trabalhos da Chelsea. “The Culling” é uma das faixas mais belas já produzidas pela artista, trazendo passagens de uma sensibilidade abismal com sua assinatura inconfundível e elevando nossas mentes à medida que a faixa evolui. Algo similar ao que ocorre em “Twin Fawn”, a diferença é que nesta faixa Chelsea aposta em refrões altos e pesados através de ritmos pulsantes. E claro que eu não poderia deixar de citar uma das minhas favoritas do álbum, a “Static Hum”, que reforça como as presenças do guitarrista Troy Van Leeuwen (QOTSA, Failure) e do baterista Jess Gowrie (Happy Fangs) somaram positivamente à dinâmica do álbum.

Uma visão musical que sempre passa por mudanças, evolui e se reinventa, e isso é o que me faz ter uma grande identificação com a Chelsea Wolfe. A cada novo álbum ela trata de sair do comodismo, de ir à novos lugares, conhecer e atribuir novas características à sua música, sem nunca deixar de lado sua essência e identidade. Hiss Spun é o meu álbum favorito dela, e claro, um dos meus favoritos do ano.

 

Tracklist:
01 – Spun (05:29)
02 – 16 Psyche (04:19)
03 – Vex (03:03)
04 – Strain (01:14)
05 – The Culling (06:01)
06 – Particle Flux (04:53)
07 – Twin Fawn (06:07)
08 – Offering (02:50)
09 – Static Hum (04:22)
10 – Welt (01:55)
11 – Two Spirit (05:05)
12 – Scrape (03:04)

 

 

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Um comentário em “Chelsea Wolfe – Hiss Spun

  1. ALBUM REVIEW: CHELSEA WOLFE – HISS SPUN

    Hiss Spun is the new album by Chelsea Wolfe and was released on September 22 by the label Sargent House. A distinctive and unique artist, Chelsea Wolfe presents a new face at each album released to represent her somber and provocative music, in her last work Abyss, it reached the point that until then was her most beloved work for me. Abyss brought more elements from heavy music combined with an overwhelming density, it was as if we were indeed in a steady fall into an abyss and being swallowed by darkness.

    Hiss Spun again features Chelsea exploring a diversity of styles such as Gothic Rock, Doom, Darkwave, Industrial and Folk. It sounds heavy but it manages to be richer in atmosphere and keep that immersive line characteristic of other albums done by her. And Hiss Spun is the album that flowed most easily for me, it’s filled with those deep and dark tracks but there’s always a hook, a break or evolution in the rhythm that help the album progress.

    The first two tracks of the album are “Spun” and “16 Psyche”, both bringing a significant contrast. While “Spun” hits usdirectlyl with a dense rhythm and filthy guitars, “16 Psyche” interweaves a dynamic that surrounds us completely by the vibrant and stimulating atmosphere that the chorus has. Soon afterwards comes “Vex” and its gradual evolution that delivers a completely heavy ending, in which Chelsea presents an incredible duet with Aaron Turner (Isis, Old Man Gloom, Sumac), being one of the most interesting tracks on the album.

    After the interlude “Strain” is where at least for me the album catches you once and does not let you go anymore. It’s a true emotional roller coaster in which the musical diversity tries to situate you within the context of each track. “Offering” introduces an electronic and soft strand, a colorful side and that sounds up surprising given the recurring tone of the work. Already “Two Spirit” presents the ethereal folk that marked the first works of Chelsea. “The Culling” is one of the most beautiful tracks ever produced by the artist, bringing passages of an abysmal sensitivity with her unmistakable signature and raising our minds to another state as the songs evolves. Something similar to what happens in “Twin Fawn”, the difference is that in this track Chelsea bets on louder and heavier choruses through pulsating rhythms. And of course I could not forget to mention one of my favorite songs from the album, “Static Hum,” which reinforces how the presence of guitarist Troy Van Leeuwen (QOTSA, Failure) and drummer Jess Gowrie (Happy Fangs) added positively to the dynamic from the album.

    A musical vision that always goes through changes, evolves and reinvents itself, and that’s what makes me have a great identification with Chelsea Wolfe’s music. At each new album she tries to get out of the habit, to go to new places, to know and to attribute new characteristics to her music, without ever leaving aside her essence and identity. Hiss Spun is my favorite album of hers, and of course, one of my favorites of the year.

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