resenha / review

Slowly Building Weapons – Sunbirds

 

Um período considerável de dez anos separa o álbum de estreia Nausicaä e o ressurgimento da banda  Slowly Building Weapons através de seu novo álbum Sunbirds, lançado no dia 3 de Outubro pela Art As Catharsis.

Imagino então que a Slowly Building Weapons seja uma novidade para a maioria, assim como foi para mim. A apresentação da banda despertou meu interesse, ela adota moldes experimentais para deslanchar uma onda sonora caótica de Blackened Hardcore indicada para fãs de Converge e Oathbreaker, mas antes que você comece a formular ideias em relação ao Sunbird, aviso logo que o álbum não é nada óbvio.

Ok, a primeira impressão que o álbum te passa através de sua capa mórbida e das duas primeiras faixas “Throne” e “Lyre Birds”, servem para fortalecer a ideia de que a Slowly Building Weapons é uma daquelas bandas que utilizará de ritmos agressivos, peso espantoso e berros ásperos para lhe conduzir através das dez faixas que compõem o álbum, sem uma pausa sequer na intensidade enlouquecedora que a banda atribui em sua musica.

Mas à partir da faixa “Zoltar” é onde o álbum começa a tomar outra forma, se tornar mais expansivo, e de fato, surpreender. Mesmo que a primeira parte da faixa fará você assimilar com algo vindo da cena Black Metal, ela evolui e passa a operar sobre ritmos mais amenos, introduzindo vocais limpos e abrindo mão do peso e intensidades descomunais que até então vinham sendo recorrentes no álbum.

É uma grande mudança no panorama do álbum ouvir as faixas “Sunforest” e “Sunbirds” por exemplo, a banda começa a explorar novas texturas e sonoridades. Incorporando elementos do Post-Rock e Shoegaze, as faixas passam a ganhar uma atmosfera envolvente, guiada por vocais limpos e ritmos calmos. A banda não abandona a agressividade inicial do álbum, o que fica evidente ao escutar a faixa “Editing the Desert”, mas agora, a música feita pela Slowly Building Weapons ganha um novo significado. A forma com que ela reúne diversas influências cria um contraste significativo e te leva aos extremos como na faixa “Horse”, onde fica mais evidente a dualidade musical que a banda possui,

Sunbirds não é o tipo de álbum feito para todos os gostos e pode ser um pouco desafiador nas primeiras audições, mas é algo genuíno e que conseguiu encontrar um equilíbrio ideal na sua vasta série de influências. O fato do álbum estar sempre em expansão é algo que me agradou bastante e acredito que aqueles que se identificarem com essa proposta terão uma experiência valiosa com ele.

Tracklist:
01 – Throne
02 – Lyre Birds
03 – Zoltar
04 – Sunforest
05 – Editing the Desert
06 – Sunbirds
07 – The Vulture Hovers
08 – Horses
09 – Izep
10 – Purist

 

 

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Um comentário em “Slowly Building Weapons – Sunbirds

  1. ALBUM REVIEW: SLOWLY BUILDING WEAPONS – SUNBIRDS

    A considerable ten years period separates the debut album Nausicaä and the resurgence of the band Slowly Building Weapons through its new album Sunbirds, released on October 3rd by Art As Catharsis.

    I imagine then that Slowly Building Weapons will sound as something new to the most of you, just as it was for me. The band’s presentation piqued my interest, it takes experimental molds to launch a chaotic Blackened Hardcore sound wave indicated for fans of Converge and Oathbreaker, but before you start to formulate your own ideas regarding Sunbirds, I must tell you that the album is nothing obvious.

    Okay, the first impression the album gives you through its morbid cover and the first two tracks “Throne” and “Lyre Birds” serve to strengthen the idea that Slowly Building Weapons is one of those bands that will use aggressive rhythms, haunting heaviness and harsh screams to lead us through the ten tracks that make up the album, without a break even in the maddening intensity that the band attributes in their music.

    But when the track “Zoltar” comes, is where the album begins to take another form, become more expansive, and in fact, surprise you. Even though the first part of the track will make you assimilate with something coming from the Black Metal scene, it evolves and starts to operate on calmer rhythms, introducing clean vocals and giving up the heavy and enormous intensities that until then had been recurring in the album.

    It’s a big change in the album’s landscape to hear the tracks “Sunforest” and “Sunbirds” for example, the band begins to explore new musical textures. Incorporating elements of the Post-Rock and Shoegaze, the tracks begin to gain a surrounding atmosphere, guided by clean vocals and variant rhythms. The band does not abandon the initial aggressiveness of the album, which is evident when listening to the track “Editing the Desert”, but now, the music made by Slowly Building Weapons takes a new meaning. The way it brings together various influences creates a significant contrast and takes you to extremes as in the track “Horse”, where it’s most evident the musical duality that the band has,

    Sunbirds is not the kind of album made for all tastes and can be a bit challenging in the first auditions, but it’s something genuine and that have managed to find the right balance in their vast number of influences. The fact that the album is always expanding is something that pleased me a lot and I believe that those who identify with this proposal will have a valuable experience with it.

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