resenha / review

Monolord – Rust

Rust é o terceiro álbum de estúdio do power trio sueco Monolord, lançado no dia 29 de Setembro pela Riding Easy Records. A banda vivenciou uma ascensão surpreendente nos últimos anos, impulsionada pelo feedback positivo de seus álbuns anteriores e por ter sido acolhida como muita devoção pelo público, fazendo de Rust um dos álbuns mais aguardados do ano na cena do Stoner & Doom.

Bem, eu não tentei profetizar como o álbum seria mesmo após escutar algumas das prévias disponibilizadas pela banda e gravadora, mas estava confiante de que Rust seria algo que não me desapontaria. E além de não decepcionar, devo revelar que ele está caminhando para se tornar o meu álbum favorito do grupo. E digo isso com todo respeito àquilo que foi feito pelo trio anteriormente, Empress Rising e Vaenir me ofereceram tudo aquilo que eu poderia esperar da banda, e mesmo que Rust não traga nenhuma mudança no panorama da banda, eu sinto uma imersão e identificação maiores com o álbum em sua totalidade.

Nunca pensei que usaria esse bordão numa resenha, mas aparentemente “não mexer no time que está ganhando” é algo totalmente justificável no caso Monolord em Rust. A banda se tornou popular por criar uma sonoridade monstruosamente pesada com inserções de uma pegada psicodélica delirante e vocais nebulosos capazes de ecoar e intoxicar sua mente gradualmente. E obviamente se você já está por dentro do tipo de som feito pela banda, as duas primeiras faixas “Where Death Meets The Sea” e “Dear Lucifer” respectivamente, já te dão aquela sensação confortável e familiar que existe nos trabalhos da banda.

A banda insere alguns detalhes valiosos, como o órgão que cria um clima misterioso no início da faixa título antes que o trio desencadeie uma série de ritmos densos já habituais, e também o violino na faixa instrumental “Wormland” que adicionou um ingrediente à mais na atmosfera dela. Completando o tracklist temos as extensas “Forgotten Lands” e “At Niceae” que juntas totalizam quase 30 minutos de duração, algo que particularmente despertou minha curiosidade levando em consideração o simples fato (ou coincidência se preferir) que as minhas faixas favoritas da banda são justamente aquelas que possuem mais de 10 minutos de duração. E mesmo tendo apreciado ambas, “At Niceae” é aquela que mais extraiu reações espontâneas e fez minha mente ser esmagada pelo peso devastador que ela possui, e ainda me surpreender com o desfecho acústico revigorante e pacífico que contrasta com aquilo que foi apresentado na maior parte da faixa.

A Monolord se mantém fiel às suas raízes e entrega um álbum reunindo aquilo que ela sabe fazer de melhor e que a tornou conhecida por todos nós. Rust deve ser escutado no volume máximo e sem moderação!

Tracklist:

01 – Where Death Meets The Sea
02 – Dear Lucifer
03 – Rust
04 – Wormland
05 – Forgotten Lands
06 – At Niceae

 

Monolord na web: Facebook

Disponível via Riding Easy Records

 

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Um comentário em “Monolord – Rust

  1. ALBUM REVIEW: MONOLORD – RUST

    Rust is the third studio album by Swedish power trio Monolord, released on September 29th via Riding Easy Records. The band has experienced a surprising rise in recent years, boosted by the positive feedback from their previous albums and by being welcomed with a lot of devotion by the audience, making Rust one of the most anticipated albums of the year on the Stoner & Doom scene.

    Well, I did not try to prophesy how the album would be even after listening to the songs released after the album came out, but I was confident that Rust would be something that would not disappoint me. And besides not disappointing, I must reveal that the album is walking to become my favorite album by them. And I say this with all due respect to what has been done by the trio before, Empress Rising and Vænir offered me everything I could expect from the band and even though Rust does not bring any change in the band’s landscape, I feel a greater immersion and identification with the album in its entirety.

    I never thought I’d use that staff in a review, but apparently “not messing in the team that’s winning” is entirely justifiable with Monolord in Rust. The band became popular for creating a monstrously heavy sound with inserts of a delirious psychedelic footprint and hazy vocals that could echo and intoxicate our minds gradually. And of course if you’re already inside the kind of sound the band makes, the first two tracks “Where Death Meets The Sea” and “Dear Lucifer” respectively give you that comfortable and familiar feeling that exists in the band’s work.

    The band inserts some valuable details, such as the organ that creates a mysterious mood at the beginning of the title track before the trio unleashes a series of habitual dense rhythms, as well as the violin in the instrumental track “Wormland” which added a new ingredient to the track’s atmosphere. Completing the tracklist we have the extensive “Forgotten Lands” and “At Niceae” which together reach almost 30 minutes in length, something that particularly aroused my curiosity taking into account the simple fact (or coincidence if you prefer) that my favorite Monolord’s songs are precisely those that have more than 10 minutes of duration. And even though I have appreciated both, “At Niceae” is the one that most extracted spontaneous reactions and made my mind be overwhelmed by the devastating weight it has, and still surprise me with the invigorating and peaceful acoustic outcome that contrasts with what was presented in the most part of the track.

    Monolord remains true to their roots and delivers an album bringing together what the band knows to do best and has made the trio be known to us all. Rust should be listened to at maximum volume and without moderation!

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