resenha / review

Monarch! – Never Forever

A banda francesa Monarch! está há mais de uma década nos presentando com álbuns nos quais ela mergulha na complexidade da fusão entre Doom e Drone, criando uma sonoridade que eu particularmente me identifico muito. Faixas longas, texturas menos convencionais, variedade de ideias e mais outras coisas que fazem da fórmula seguida pelo grupo se encontrar em um patamar diferenciado daqueles que se aventuram nesse caminho.

Never Forever é o sétimo álbum de estúdio da banda e foi lançado no dia 22 de Setembro pela Profound Lore Records. Como eu citei anteriormente, a Monarch! conseguiu se encontrar nessa fusão de gêneros pois a banda sempre demonstrou uma certa necessidade de explorar e amadurecer a cada trabalho, mesmo que sua essência continue a mesma ela nunca se conteve em ficar presa às mesmas opções. O único fator que não muda é a forma com que a banda consegue soar o mais alto e pesada possível, e ela faz isso de uma forma que honra os amantes de nomes clássicos como Burning Witch e Khanate.

O álbum conta com ideias interessantes que a banda adotou para dar desenvolvimento nas faixas, ela irá te prender em algumas passagens monolíticas de peso esmagador com frequência, os ritmos arrastados que te envolvem em uma atmosfera crescente de angústia, isolamento e escuridão, tudo faz parte do cardápio de Never Forever. As guitarras vão de distorções enlouquecedora e completamente noise como na faixa “Song To The Void”, passam por algumas linhas mais melódicas como “Diamant Noir”, ou simplesmente atuam com um turbilhão englobando formas diferentes e inesperadas como na faixa de encerramento “Lilith”.

A vocalista Emilie Bresson é responsável por uma performance impecável, na qual ela utiliza das mais variadas vocalizações para nos guiar através dessas paisagens sonoras desoladas e melancólicas criadas pelo instrumental. E eu nem precisaria de muito esforço para encontrar exemplos para reforçar a qualidade da performance dela, apenas na faixa de abertura “Of Night, With Knives”, ela vai de cânticos, linhas etéreas fantasmagóricas e berros ásperos de quem está beirando a linha da insanidade.

A longa duração das faixas e do álbum acabaram passando despercebidas pela riqueza de detalhes que a banda é capaz de inserir, de uma forma mais sutil sem atrapalhar o andamento, fazendo Never Forever proporcionar uma experiência única pelos extremos do Drone / Doom em Never Forever. Ainda devo ressaltar que a faixa “Lilith” é uma das peças mais transcendentais da música pesada / atmosférica que escutei ao longo do ano.

Tracklist:

01 – Of Night, With Knives
02 – Song To The Void
03 – Cadaverine
04 – Diamant Noir
05 – Lilith

Monarch! na web: Facebook

Disponível via Profound Lore Records

 

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Um comentário em “Monarch! – Never Forever

  1. ALBUM REVIEW: MONARCH! – NEVER FOREVER

    The French band Monarch! has been presenting us for more than a decade with albums in which immerses themselves in the complexity of the fusion between Doom and Drone, creating a sound that I particularly identify with a lot. Long songs, less conventional textures, a variety of ideas and other things that make the group’s formula find itself at a different level from those who venture along this path.

    Never Forever is the band’s seventh studio album and was released on September 22nd on Profound Lore Records. As I mentioned earlier, Monarch! was able to find itself in this fusion of genres because the band always demonstrated a certain necessity to explore and to mature at each work, although its essence continues the same it never restrained itself in being stuck to the same options. The only thing that does not change is the way the band manages to sound as loud and heavy as possible, and it does it in a way that honors lovers of classic names like Burning Witch and Khanate.

    The album has interesting ideas that the band has adopted to develop in the tracks, it will trap you in some monolithic passages of frequently overwhelming weight, the dragged rhythms that surround you in an increasing atmosphere of anguish, isolation and darkness, everything is part from Never Forever menu. The guitars range from maddening distortions and completely noise like in the track “Song To The Void”, they go through some more melodic lines like “Diamant Noir”, or they simply act with a whirlwind encompassing different and unexpected forms as in the closing track “Lilith” .

    Vocalist Emilie Bresson is responsible for an impeccable performance in which she uses the most varied vocalizations to guide us through these desolate and melancholy soundscapes created by the instrumental. And I would not even need much effort to find examples to enhance the quality of her performance, just in the opening track “Of Night, With Knives,” it goes from phantasmagoric ethereal lines and harsh screams to those who are bordering the line of insanity .

    The long duration of the tracks and the album ended up being overlooked by the richness of details that the band is able to insert, in a more subtle way without disturbing the tempo, making Never Forever provide a unique experience by the extremes of Drone / Doom in Never Forever. I still have to highlight that the track “Lilith” is one of the most transcendental pieces of heavy / atmospheric music I’ve heard throughout the year.

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