resenha / review

BOLT GUN – MAN IS WOLF TO MAN

Man is Wolf to Man é o novo álbum da banda australiana Bolt Gun, lançado no dia 14 de Novembro via Art As Catharsis.

Este foi o meu primeiro contato com a música da banda, então o fator surpresa me acompanhou ao longo de todo o álbum. E após algumas audições, devo dizer que estou de certo modo impressionado com a sonoridade da banda. Ela segue por um caminho menos convencional, abraçando uma diversidade musical que passa pelo Post-Rock, Drone, Doom Metal e elementos vindos do metal extremo, passando por bandas como Swans, Mogwai, Bohren & der club of Gore e Einstuerzende Neubauten. Outra fonte de influência da banda e que vale uma menção especial é o lado cinematográfico, no qual a banda retira inspiração de obras dos diretores Andrei Tarkovsky, Krzysztof Kieślowski e Konstantin Lopushansky.

Após essa apresentação acredito que chegou o momento de falar sobre Man is Wolf To Man. O álbum é composto pela faixa homônima dividida em duas partes, nas quais a banda desenvolve uma ambientação envolvente e profunda, criando um tipo de música que te permite apreciar e reflectir sobre aquilo que você está ouvindo. Inicialmente a banda te recebe com a sensibilidade do Post-Rock em fusão com atmosferas espessas, retratadas com a sutileza introduzida pelo instrumental que aos poucos vai tomando formas mais sombrias, pesadas e apocalípticas, nas quais riffs estridentes preenchem todas as lacunas e vocais ásperos repletos de agonia parecem surgir de um lugar distante para intensificar a experiência.

A presença dos sintetizadores é algo bem aproveitado pela banda tanto nas passagens mais quietas quanto naquelas em que segue pelo lado mais extremo de sua abordagem. Ambas as partes da Man is Wolf To Man se caracterizam por desenvolvimentos cadenciados, naqueles em que não há pressa ou urgência de te levar ao próximo nível, a banda trata de extrair o máximo de cada momento e fazer que a ambientação pensativa e introspectiva do álbum seja absorvida completamente pelo ouvinte. E isso é nítido nas duas partes de The Man is Wolf to Man, que te leva de paisagens oníricas repletas de suavidade e instrumental cintilantes, à passagens que se encaixariam em um álbum de Black Metal e outras naquilo que há de mais sujo e corrosivo no Noise.

Eu imagino que uma série de pessoas poderão se identificar com Man To Wolf is Man e a variedade de influências, texturas e dinâmicas seguidas pela Bolt Gun. É um álbum que está sempre em expansão e introduzindo novas rotas ao ouvinte, e caso você seja um daqueles que gostam de algo menos convencional, não deixe de conferir este trabalho instigante e imersivo!

 

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Um comentário em “BOLT GUN – MAN IS WOLF TO MAN

  1. ALBUM REVIEW: BOLT GUN – MAN IS WOLF TO MAN

    Man is Wolf to man is the new album by the Australian band Bolt Gun, released on November 14th via Art As Catharsis.

    This was my first contact with the band’s music, so the surprise factor accompanied me along the entire course. And after some auditions, I must say I’m in a certain way impressed by the band’s sound. It follows a less conventional path, embracing a musical diversity that passes through Post-Rock, Drone, Doom metal and elements coming from the extreme metal, influenced by bands such as Swans, Mogwai, Bohren & der Club of Gore and Einstuerzende Neubauten. Another source of influence of the band and that worth a special mention is the cinematic side, in which the band draws inspiration from works of directors Andrei Tarkovsky, Krzysztof Kieślowski and Konstantin Lopushansky.

    After this presentation I believe the time has come to talk about Man is Wolf to Man. The album consists of the self titled track divided into two parts, in which the band develops an immersive and profound ambience, creating a kind of music that allows you to enjoy and reflect about what you’re hearing. Initially the band receives you with the sensitivity of the Post-Rock and fusion with thick atmospheres, portrayed with the subtlety introduced by the instrumental that gradually takes over darker, heavy and apocalyptic forms, in which shrill riffs fill all the gaps and harsh vocals filled with agony seem to emerge from a distant place to intensify the experience.

    The presence of synthesizers is well-exploited by the band both in the quietest passages and those in which they follow the most extreme side of their approach. Both parts of Man is Wolf to Man are characterized by slow developments, there is no rush or urgency to take you to the next level, the band treats to extract the maximum from each moment and make that the thoughtful and introspective ambiance of the album be absorbed completely by the listener. And that is clear in the two parts of the man is Wolf to man, which takes you from dreamlike landscapes filled with softness and shimmering instrumental, to passages that would fit into a Black Metal album and others bringing the dirty and corrosive side of noise music.

    I imagine that a number of people will be able to identify with Man to Wolf is Man and the variety of influences, textures and dynamics followed by Bolt Gun. It is an album that is constantly expanding and introducing new routes to the listener, and if you are one of those who like something less conventional, you must listen this exciting and immersive work!

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