resenha / review

PRIMITIVE MAN – CAUSTIC

Caustic é o segundo álbum de estúdio do trio americano Primitve Man e foi lançado no dia 6 de Outubro pela Relapse Records.

Desde o lançamento do Scorn em 2013, a banda rapidamente começou a atrair a atenção de muitos ouvintes através de música pesada, niilista e que mina qualquer resquício de positividade que alguém esperaria encontrar para aliviar o tom sufocante e desesperador que o trio atribui em sua música. E Caustic trilha o mesmo caminho que o seu antecessor, sem tentar sair dos trilhos e focando unicamente em soar ainda mais barulhento, indigesto e brutal.

Se minha descrição não foi capaz de captar com precisão aquilo que você encontrará no álbum, “My Will” e “Victim”, as duas primeiras faixas do álbum, já lhe proporcionam doses monstruosas da sonoridade abrasiva e arrastada que te acompanhará ao longo das onze faixas presentes em Caustic. “Sterility” tem uns momentos tão brutais que me fizeram lembrar de algo feito pela Vermin Womb, um pé no Death Metal que eu gostaria de ver com uma frequência maior. “Sugar Hole” é a minha favorita do álbum até o momento em que fiz esse post, ela tem uma densidade abismal que me passa a sensação de estar sendo sugado lentamente para o fundo o poço (a descrição não foi das melhores, mas você captou o espírito da coisa). Os riffs sujos, distorcidos são jogados bem na sua cara sem hesitação, enquanto ELM berra captando toda carga contida nas letras e transmitidas também pelo tom doentio e angustiante do instrumental.

Em Caustic, a banda crava três faixas que ultrapassam os dez minutos de duração cada. “Commerce”, “Disfigured” e “Inevitable” possuem ritmos lentos esmagadores, partindo do tom fúnebre e doentio à momentos em que a atmosfera se torna incrivelmente sufocante e destrutiva. A banda além de flertar com distorções significativas e bem nítidas, também mostra um lado noise pra lá de indigesto na “Disfigured”.

Sendo justo, nem todas faixas partem para esse caminho, já que em alguns instantes a banda se dedica à trazer faixas com texturas noise / ambient, como na faixa de encerramento “Absolutes”. Isso não soará como uma novidade para aqueles que acompanharam o material lançado pela banda no período entre Scorn e Caustic, principalmente se você escutou o Fear / Life of Turmoil deste ano, que trouxe duas faixas gigantescas seguindo essa ideia. E apesar disso ser algo que me agrada, eu realmente gostaria de ver a banda combinando esse lado noise / ambient com seu Blackened Doom / Sludge mais regularmente e não apenas inserindo uma ou outra faixa curta, acredito que a dinâmica seria ainda mais expansiva e perturbadora, apesar de que tiraria um pouco da intensidade com que as faixas são apresentadas.

Caustic apresenta tudo aquilo que você poderia esperar da Primitive Man, e isso para mim é mais do que o suficiente para fazer dele um álbum que ao contrário de muitos, eu estarei sempre revisitando ao longo dos anos.

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