resenha / review

Electric Wizard – Wizard Bloody Wizard

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Wizard Bloody Wizard é o nono álbum de estúdio do Electric Wizard, lançado no dia 17 de Novembro via Spinefarm Records.

Eu admito que não fui um daqueles que amaram o Time to Die de 2014, mas também não fui um daqueles que colocaram defeitos exagerados no álbum, na época eu imagino que fiquei um pouco saturado da banda e da sua dinâmica que na ocasião não me empolgou como eu gostaria, sendo mais uma questão de opinião e gosto pessoal do que uma crítica definitiva do disco.

E com Wizard Bloody Wizard, a banda fez aquilo que eu esperava no Time to Die, dar uma leve sacudida e tentar algo “diferente”. E mesmo que no geral eu não considere o álbum como um de seus trabalhos mais inspirados, ele conseguiu prender minha atenção e me agradar.

O álbum mais curto da discografia da banda traz uma série de influências de nomes clássicos do rock dos anos 60 e 70, apostando dessa vez em algo mais bluesy, abandonando aquelas distorções ensurdecedoras que eu amo, o peso devastador constante e soando mais limpo do que o habitual. Se há algo que continua sendo um elemento presente nos álbuns da banda, é a influência que os filmes de horror explotaition continuam exercendo na temática e parte visual do álbum (a capa está longe de ser uma das mais criativas).

E como eu citei anteriormente, Wizard Bloody Wizard é um álbum que eu considero agradável. Alguns riffs são simplesmente viciantes e faixas como “See You in Hell” e “Necromania” me fisgaram logo na primeira audição. “The Reaper” traz um clima vintage e obscuro com direito à um órgão que adiciona muito ao tom sinistro da faixa que exala doses de psicodelismo, servindo basicamente como um interlúdio para a faixa seguinte “Wicked Caresses”. E uma menção especial a “Mourning Of The Magicians”, a mais longa do álbum e certamente aquela que emana o lado mais sombrio do grupo, além de trazer algumas das passagens mais intensas e pesadas do disco que me deixaram pedindo por mais.

Não me entendam mal, Wizard Bloody Wizard é um bom disco e com algumas faixas que eu realmente adorei, mas não é algo que estará entre meus favoritos do ano. Mesmo sem representar a grandeza da banda ou trazer algo mais memorável que outros discos dela possuem, ele consgue apresentar alguns pontos positivos, mas é algo que pode frustrar aqueles que ainda esperavam uma versão 2.0 do Come My Fanatics ou uma continuação do Dopethrone.

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