resenha / review

30,000 MONKIES – STARRRRRRRRING

Eu imagino que a banda 30,000 Monkies seja uma novidade para a maioria de vocês. Bem, ao menos no meu caso foi. Apesar dela lançar material até com uma certa frequência nos últimos anos, ela passou totalmente despercebida por mim até então, e mesmo sem saber o que iria encontrar, resolvi escutar o recém lançado Starrrrrrrring.

Ao olhar a capa do disco e ver o nome das faixas, fica óbvio que os caras são bem extrovertidos e não se levam tão a sério. Uma paleta de cores variadas e ilustrações que logo me lembraram um pouco o Era Vulgaris do Queens of the Stone Age (somente isso), além de faixas com nomes como “Orlando Doom” e “Keanu Riffs”, essa última é provavelmente o meu título favorito entre as quatro faixas presentes no disco.

Mas a sonoridade da banda abandona qualquer resquício de alegorias e paisagens sonoras coloridas, e de certo modo tranquilas, como a capa nos leva à entender. A 30,000 Monkies executa um Sludge Metal bastante atmosféricos no qual a banda se permite à caminhar pelas experimentações que lhe forem convenientes, além de apostar numa dinâmica marcada pela forma pesada e intensa com que aborda sua música, assim como elementos do noise bastante vívidos e marcantes.

“Orlando Bloom” abre o trabalho e já joga todas essas características que citei acima na nossa cara, é estonteante e ao mesmo tempo uma pancada necessária para pegar os desavisados de surpresa. Ela consegue situar perfeitamente o tom do disco, além de ser uma faixa que se sustenta muito bem sozinha. As guitarras são fantásticas e responsáveis por adicionar densidade na camada atmosférica da faixa, com o instrumental apresentando alternações frequentes que te jogam de encontro à ritmos massivos guiados por vocais berrados capazes de emanar as sensações mais profundas e sombrias.

“Keanu Riffs” é a próxima, e já evidencia um uso de texturas diferentes daqueles que foram apresentadas na “Orlando Doom”. A faixa é conduzida com maior sutileza (se é possível dizer isso), contando com longas passagens experimentais que figuram na metade da faixa e vai de encontro à um encerramento frenético e explosivo.

“Sharon Drone” serve mais para introduzir uma calma após a tempestade, não é necessariamente uma faixa que segue um padrão convencional e dá uma quebra no ritmo do trabalho. A curta “Tom Wanxxx”, trata de encerrar as atividades. E o que ela não apresenta de extensão, é compensada em agressividade e objetividade.

Starrrrrrrring é um trabalho que consegue ser expansivo trazendo diferentes dinâmicas e texturas, que particularmente me agradaram muito.É um tipo de som que eu consumo regularmente e que provavelmente vai interessar aqueles que gostam de algo mais pesado, atmosférico e experimental. Altamente recomendado!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s