resenha / review

OPIUM WARLORDS – DRONER

Droner é o novo álbum de estúdio do Opium Warlords, um dos diversos projetos que Sami Albert Hynnien têm cultivado e utilizado pra explorar suas ideias musicais ao longo dos anos após o término da Reverend Bizarre.

Caso este seja seu primeiro contato com a música da Opium Warlords, não espere por algo que fará você reviver os momentos áureos do Reverend Bizarre ou mesmo os álbuns da Spiritus Mortis nos quais Sami participou. A Opium Warlords pode ser definida como uma abordagem Avant-Garde dentro do Drone / Doom, não é algo que jogará convencionalidades na sua cara ou te prender em ritmos e texturas mais simples, a experiência sonora proposta por Sami na Opium Warlords é algo que requer mais paciência e desafiadora do que o normal.

E isso para alguns pode ser cansativo, não é o tipo de som que vai te oferecer rotas de escape dentro dos ritmos monolíticos e pegada minimalista que dita boa parte do álbum. Se no disco anterior o número de faixas foi mais extenso, em Droner são apenas 3 que beiram os 20 minutos de duração cada. E talvez seja um dos maiores diferenciais entre o álbum anterior e Droner. Se antes havia um certo equilíbrio entre faixas mais experimentais e outras que bebiam diretamente da fonte Drone / Doom explorada por Sami, em Droner, as coisas são mais compactadas e a sonoridade caminha no lado Avant-Garde.

Os vocais de Sami continuam facilmente reconhecíveis e mesmo sem utilizar um alcance mais alto, pois muitas passagens são quase que narrações, eles raramente são engolidos pelo instrumental que possui uma linha mais calma e imersiva do que eu esperava, com breves lapsos de intensidade. “Year of 584 Days” e “Samael Lilith” seguem pelo lado Drone / Doom com inserções de elementos da música Ambient, Noise e passagens atmosféricas, são faixas mais complicadas de digerir e vão requerer uma atenção especial por parte do ouvinte. Já a “Closure” atua num lado onde as influências do Folk vem á tona, é para mim a faixa mais relaxante entre as três e também aquela mais simples de se assimilar.

Apesar de algumas ideias e momentos mais interessantes do que habitualmente é encontrado nesta vertente, Droner não é um álbum que me agradou da forma que eu gostaria, ao menos, não teve o impacto que Taste My Sword of Understanding exerceu em mim. Mas é sempre uma honra ter a chance de conferir um pouco do que está rolando na mente do Sami e no seu projeto mais ambíguo, mesmo que o resultado final não seja algo memorável.

 

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