resenha / review

SIBERIAN HELL SOUNDS / CONVULSING – SPLIT

Eu sei que música extrema não é algo que eu traga com regularidade aqui no blog, com raras exceções às bandas que apesar de possuir um pé no metal extremo, também exploram outros estilos que são mais abordados por aqui, mas esse Split merece sua atenção caso seja um tipo de som que você possua intimidade e interesse. Dois atos notáveis da cena extrema da música australiana se reuniram para entregar um dos Splits mais incríveis e pesados do ano.

Siberial Hell Sounds e Convulsing, duas bandas que provavelmente você nunca ouviu falar, a não ser que você é um exímio desbravador de fronteiras musicais e em alguma de suas incursões se depararam com material delas. Foi o meu primeiro contato com elas e desde a primeira audição do Split eu confesso que fiquei completamente sem reação ao que encontrei.

Cada banda contribui com uma faixa no Split e cada uma delas possui 20 minutos de duração… por aí você já começa a entender o motivo dele ter deixado minha mente em transe. Começando com a Siberian Hell Sounds e sua faixa “The Breath Of The Beast”. A banda possui similaridades com atos como Deathspell Omega, aquela explosão de ritmos esmagadoras feita pelo Bölzer em seus primeiros EP’s. E é impressionante como a banda consegue manter os níveis de intensidade por um período tão longo, utilizando poucas quebras mais amenas que apenas servem para que você possa recuperar o fôlego antes de ser completamente triturado pelo ritmo enlouquecedor e cataclÍsmIco feito pela Siberian Hell Sounds.

A Convulsing vem a seguir e nos apresenta a faixa “Engraved Upon Bleached Bone”. Assim como a Siberian Hell Sounds, a música feita pela Convulsing é repleta de camadas, há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. O interessante na “Engraved Upon Bleached Bone” é que não leva muito tempo para a Convulsing demonstrar um pouco da sua paleta musical de influências, introduzindo passagens sombrias e sem aquela brutalidade inicial. É dissonante, horrendo e doentio, passagens mais atmosféricas são lançadas sem hesitação no decorrer da faixa e contribuem para que ela tenha um ritmo capaz de fluir e te manter interessado em cada mudança introduzida.

Minha experiência ao escutar o Split poderia ser descrita de muitas formas, mas a melhor palavra para ela é surpresa. Duas bandas que até então eu não conhecia, entregam performances incríveis que me deixaram curioso para conferir o restante de seus catálogos.

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