resenha / review

Wake – Misery Rites

Este mês marca o retorno da Wake, legião canadense de Grindcore que lançará seu quarto álbum de estúdio chamado Misery Rites via Translation Loss Records.

A banda sempre desenvolveu uma sonoridade que consegue captar toda a brutalidade e agressão do gênero em combinação com uma atmosfera sombria e horripilante que se manifesta à todo instante. E em Misery Rites, a Wake segue demonstrando a qualidade habitual que fez a banda ser apreciada e elogiada ao longo de sua trajetória.

O Grindcore às vezes pode não ser algo tão interessante para aqueles que preferem um tipo de música com mais variáveis, levando em consideração a forma abrasiva e direta que a maioria das bandas abordam o estilo. E por mais que você possa encontrar essas características na Wake, é justamente a capacidade de apresentar nuances variadas que transformam a sua música em algo mais interessante de se escutar.

E nesse ponto, faixas como ‘Exhumation’, ‘Paradigm Lost’ e ‘Burial Ground’ são aquelas que mais incorporam essa amplitude do grupo. O ritmo troca os padrões acelerados e caminha por algo mais arrastado, mas sem deixar a intensidade de lado. São passagens em que a banda coloca o pé no freio, utiliza melhor elementos de outros estilos, mas segue desencadeando uma ode ao caos. As guitarras apresentam uma certa dissonância em algumas partes e também seguem linhas mais técnicas, que se intercalam com os riffs capazes de derreter seu rosto distribuídos sem piedade.

Mas se você quiser olhar apenas para o lado mais visceral da Wake, faixas como ‘Misery Rites’, ‘Embers’ e ‘Rumination’, trazem tudo aquilo que você poderia esperar de um bom álbum do estilo. Ritmos hiper acelerados e cataclismicos te lançam contra um muro sonoro de pura devastação, com o vocalista Kyle Ball entregando uma série de berros grotescos e que conseguem canalizar a mesma sensação que emana do instrumental perturbador e cáustico. E ainda devo dizer que o vocalista das bandas Primitive Man e Vermin Womb faz uma participação no álbum.

Em Misery Rites, a Wake novamente não desperdiça um segundo sequer e desencadeia uma fúria inigualável ao longo das nove faixas, mas sem abrir mão de criar composições mais elaboradas e ser criativa. É uma experiência que eu recomendaria à todos que apreciam Grindcore ou até mesmo aqueles que não mergulharam tanto nesse tipo de som e querem fazer uma nova tentativa.

 

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