resenha / review

Chaos Echoes – Mouvement

A história da Chaos Echoes inicia com o fim das atividades da Bloody Sign, banda que ao longo da carreira se caracterizou pela sonoridade Technical Death/Black que foi se expandido e absorvendo novas vertentes e ideias em seus últimos trabalhos, algo que serviu de base para o que definiria o som da Chaos Echoes.

A banda é mais uma que explora os limites do metal extremo, tentando criar algo que não seja necessariamente convencional seguindo o exemplo dos Deathspell Omega, Portal e Thantifaxath. Em Mouvement, a banda deixa um pouco de lado os elementos do Drone presentes no EP ‘The Unfathomable’ lançado no ano passado e cria uma sonoridade sustentada num Black/Death Metal abstrato, dissonante e experimental.

O álbum caminha como uma monstruosidade desorientada e que não lhe dá indícios de qual será seu próximo passo, graças à forma muitas vezes experimental e com um ar até mesmo improvisacional, e com a ausência dos vocais, a atenção se foca no instrumental. Trazendo uma certa complexidade e abrangendo uma variedade de detalhes que são impossíveis de serem notados inteiramente com apenas uma ou duas audições, ele é completamente intenso e devastador dentro do contexto fantasioso e abismal construído pela banda. Na faixa ‘Shine On, Obsidian! Ego! Ego! Echo Back to the Yearning of the Self!’, toda a série de guitarras dissonantes e corrosivas, se unem à linhas de baixo distorcidas e uma performance na bateria que consegue ser brutal e técnica ao mesmo tempo.

Mas antes que você pense que o álbum só tem porrada, a banda não se deixa levar apenas pelo som extremo e também entrega composições que são focadas em uma ambientação bizarra e distorcida da realidade como nas faixas ‘As an Embraceable Magma Leading the Subliminal’ e ‘Surrounded and Amazed by These Unplumbed Abysses of the Inverted Sea’. Ou mesmo na faixa de encerramento ‘Alas! Here Is The Feebles’ Assent, Exalted By Your Mouth Full Of Flies’, onde a banda cria uma composição inteiramente ritualística e primitiva, uma faixa Dark Ambient que encerra o disco.

Mouvement é um álbum meio indigesto devido ao tipo de abordagem escolhido pela Chaos Moon, mas que apresenta ideias interessante que podem ou não serem exploradas pela banda no futuro. Mesmo sentindo que esse é um tipo de álbum que se beneficiaria com a presença dos vocais, a experiência foi positiva (e lunática). Se você tem interesse por bandas com algo mais experimental dentro da cena extrema do metal, vale à pena conferir.

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