resenha / review

Morag Tong – Last Knell of Om

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Se você não acompanha a franquia Elder Scrolls, o nome Morag Tong deve soar como uma grande novidade para você. Mas não será hoje que eu irei falar sobre os jogos que gosto por aqui (talvez um dia, quem sabe), e sim focar na banda britânica que retirou dele a inspiração para seu nome.

Uma das boas novidades da cena undergorund britânica, a Morag Tong lançou no dia 18 de Maio seu primeiro full lenght, o Last Knell of Om. O álbum surge como o sucessor do EP Through Clouded Time e vem para reforçar os aspectos positivos encontrados no lançamento de 2016.

A primeira coisa que você tem que ter em mente em relação à banda e ao álbum, é que você não será jogado dentro de um desfile descontrolado de riffs repetitivos sem emoção ou profundidade. A Morag Tong é uma daquelas bandas que optam em priorizar o clima e atmosfera do álbum, te conduzindo através de uma dualidade entre dinâmicas capazes de demonstrar tanto seus momentos mais psicodélicos quanto passagens densas e pesadas. Os exemplos ficam por conta das faixas ‘New Growth’ e ‘We Answer’. Embora a ideia de evolução seja similar em ambas as faixas, elas soam totalmente distintas, cada uma dentro de suas próprias características e peculiaridades.

O clima lisérgico do álbum ganha contornos melancólicos através da faixa ‘To Soil’, onde as influências do Drone e Sludge ganham mais espaço e são responsáveis por moldar uma das faixas que mais me agradaram no álbum. É uma mudança de panorama interessante, a faixa apresenta uma atmosfera mais espessa que as demais, assim como um clima sombrio que vai te envolver gradualmente. Vale ressaltar a performance do vocalista/baterista Adam Asquith, entregando berros gélidos e angustiantes que se diferenciam das linhas calmas e suaves que dominam outros momentos do álbum.

A extensa faixa de encerramento ‘Ephemera – Stare Through The Deep’ pode ser incluída em partes nessa característica, mas por ser a mais expansiva do álbum e aquela que mais transita pela paleta musical do grupo, é difícil enquadrá-la em apenas uma descrição à parte. É sem dúvida o ponto de maior destaque do álbum, possuindo um instrumental afiado e diversificado, que conta com uma série de desenvolvimentos necessários para que sua mente seja consumida inteiramente.

Last Knell of Om alia elementos conhecidos de bandas mais tradicionais dentro do Stoner/Doom, com uma série de influências que dão um tom diferenciado àquilo criado pela Morag Tong. Vale a pena ficar de olho nesses caras!

Tracklist:

01 – Transmission
02 – New Growth
03 – We Answer
04 – To Soil
05 – Ruminations
06 – Ephemera – Stare Through The Deep

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