news

Gods & Punks adiciona peso e novos experimentos em ‘Ceremony of Damnation Pt.1’

gods

‘Ceremony of Damnation Pt.1’ é o EP que sucede o elogiado disco de estreia ‘Into the Dunes of Doom’ (2017). Num curto intervalo entre os lançamentos, a Gods & Punks avança na proposta de experimentar sonoridades e apresenta neste novo registro três músicas que ampliam sua já marcante personalidade musical, agora transitando entre o stoner, o progressivo, blues e pelo metal. O registro, que sai pela Abraxas Records nas plataformas de streaming, pode ser conferido aqui: https://ONErpm.lnk.to/GodsAndPunks

A arte gráfica do EP, que mantém o diálogo e a temática futurista dos demais álbuns do quinteto carioca, mais uma vez tem a assinatura de Cristiano Suarez, hoje um dos mais conceituados ilustradores do Brasil.

‘Welcome to the Ceremony’, ‘Ground Zero’ e ‘Blood Moon Sky’ são mais longas e experimentais, ao mesmo tempo que se apresentam como as composições mais sólidas da Gods & Punks. Todas as passagens são milimetricamente bem construídas e conectadas com virtuosismo e punch.

Estão previstos ainda para 2018 mais dois lançamentos: ‘Ceremony of Damnation Pt.2’ e o segundo álbum, que será a junção dos dois EPs e mais outras inéditas.

Anúncios
resenha / review

Morag Tong – Last Knell of Om

78c2cc32-d2dc-433c-b492-a6d4f2b6b4b8

Se você não acompanha a franquia Elder Scrolls, o nome Morag Tong deve soar como uma grande novidade para você. Mas não será hoje que eu irei falar sobre os jogos que gosto por aqui (talvez um dia, quem sabe), e sim focar na banda britânica que retirou dele a inspiração para seu nome.

Uma das boas novidades da cena undergorund britânica, a Morag Tong lançou no dia 18 de Maio seu primeiro full lenght, o Last Knell of Om. O álbum surge como o sucessor do EP Through Clouded Time e vem para reforçar os aspectos positivos encontrados no lançamento de 2016.

A primeira coisa que você tem que ter em mente em relação à banda e ao álbum, é que você não será jogado dentro de um desfile descontrolado de riffs repetitivos sem emoção ou profundidade. A Morag Tong é uma daquelas bandas que optam em priorizar o clima e atmosfera do álbum, te conduzindo através de uma dualidade entre dinâmicas capazes de demonstrar tanto seus momentos mais psicodélicos quanto passagens densas e pesadas. Os exemplos ficam por conta das faixas ‘New Growth’ e ‘We Answer’. Embora a ideia de evolução seja similar em ambas as faixas, elas soam totalmente distintas, cada uma dentro de suas próprias características e peculiaridades.

O clima lisérgico do álbum ganha contornos melancólicos através da faixa ‘To Soil’, onde as influências do Drone e Sludge ganham mais espaço e são responsáveis por moldar uma das faixas que mais me agradaram no álbum. É uma mudança de panorama interessante, a faixa apresenta uma atmosfera mais espessa que as demais, assim como um clima sombrio que vai te envolver gradualmente. Vale ressaltar a performance do vocalista/baterista Adam Asquith, entregando berros gélidos e angustiantes que se diferenciam das linhas calmas e suaves que dominam outros momentos do álbum.

A extensa faixa de encerramento ‘Ephemera – Stare Through The Deep’ pode ser incluída em partes nessa característica, mas por ser a mais expansiva do álbum e aquela que mais transita pela paleta musical do grupo, é difícil enquadrá-la em apenas uma descrição à parte. É sem dúvida o ponto de maior destaque do álbum, possuindo um instrumental afiado e diversificado, que conta com uma série de desenvolvimentos necessários para que sua mente seja consumida inteiramente.

Last Knell of Om alia elementos conhecidos de bandas mais tradicionais dentro do Stoner/Doom, com uma série de influências que dão um tom diferenciado àquilo criado pela Morag Tong. Vale a pena ficar de olho nesses caras!

Tracklist:

01 – Transmission
02 – New Growth
03 – We Answer
04 – To Soil
05 – Ruminations
06 – Ephemera – Stare Through The Deep

news

Spaceslug: ouça o novo single ‘Obsolith’

Formado em Wrocław, na Polónia, em 2015, pelo guitarrista Bartosz Janik e pelo baterista Kamil Ziółkowski, o Spaceslug nasceu uma singularidade; uma rara e incomum descoberta encontrada em meio a um multiverso cósmico do doom, stoner metal e rock progressivo.

Completando seu line-up logo após o estrondo inicial com a chegada de Jan Rutka no baixo, o trio logo começou sua jornada através do espaço e do tempo; escrevendo, gravando e lançando seu primeiro álbum Lemanis em 2016 na BSFD Records / Oak Island Records.

Com o álbum recebido entusiasticamente em terra firme, o som supermassivo do Spaceslug serviu como uma introdução impecável. Um som onde momentos de desolação sombria se alinhavam perfeitamente ao lado de luz e esperança, riffs e vozes em disparada, ele abriu um portal sonoro para o underground e seguiu caminho para o seu devastador e brilhante acompanhamento, o Time Travel Dilemma. Lançado apenas um ano após sua estreia, o álbum manteve o canhão cósmico disparando em todos os cilindros e assim como o EP Mountains & Reminiscence (lançado no mesmo ano), seu ingresso foi merecidamente carimbado e válidado além da estratosfera.

Em julho deste ano, será lançado oficialmente o Eye the Tide, o terceiro álbum completo do Spaceslug e a entrada final em sua trilogia pessoal:

“Levamos apenas quatro meses para criar nosso primeiro álbum, o Lemanis, e queríamos que fosse mais do que apenas um projeto. Queríamos que fosse uma jornada para outra dimensão ”, explica o guitarrista Bartosz Janik. “Com Eye the Tide, queremos que esta terceira parte da jornada cósmica explore as partes mais profundas e mais escuras desse universo. O álbum em si é mais progressivo e post-rock do que qualquer coisa que fizemos antes, já que sempre queremos virar a próxima esquina quando se trata de fazer música. ”

No final deste ano, Spaceslug também contribuirá com sua releitura sombria de ‘Don’t Leave Me Now’ do Pink Floyd para o THE WALL [Redux], homenagem de ponta a ponta do clássico álbum do Pink Floyd, contando com grandes nomes como The Melvins, Pallbearer, Mark Lanegan, Scott Reeder e Ruby the Hatchet.


 

60862134-ade5-4c2e-95dc-a0fbf7805901

Tracklist:

1. Obsolith
2. Spaced By One
3. Eternal Monuments
4. Words Like Stones
5. Vialys Part I & II
6. I, The Tide

news

The Spacetime Ripples cria festival para lançamento do disco

Cada movimento do quarteto mineiro The Spacetime Ripples é meticulosamente pensado, sempre num processo, como será o show do lançamento do disco de estreia Legend of Creation. A estreia ao vivo das músicas do álbum – disponível nas principais plataformas de streaming – será no Chapa-o-Rama Festival, dias 2 e 3 de junho, na Casa Rosa do Bonfim (Belo Horizonte).

O Chapa-o-Rama Festival foi especialmente criado pela banda para a ocasião, e nasce como um fomentador do stoner/heavy psych do Brasil. Nos dois dias, algumas das principais bandas desta cena foram convidadas pelo The Spacetime Ripples.

“Queremos que o público, bandas e produtores do rock chapado estejam aqui no festival para compartilhar experiências, se conhecer e aproximar os respectivos trabalhos, para alavancar o movimento”, conta o vocalista Fábio Gruppi.

No sábado do dia 2, se apresentam a partir das 16 horas o Sad Boots, Fodastic Brenfers, Shiron The Iron, The Spacetime Ripples e, para encerrar o primeiro dia do Chapa-o-Rama Festival, o power-trio paulista HammerHead Blues, ainda em divulgação do elogiado debut Caravan of Light.

No domingo, 3, a partir das 17 horas tem Bulldogs Crossover, Green Morton, KKFOS e o Cattarse, direto do Rio Grande do Sul – como um dos grandes expoentes da cena – para encerrar o evento.

Para esta apresentação especial, o The Spacetime Ripples tocará diversas músicas do Legend of Creation, além de versões para algumas músicas de bandas que influenciaram – e influenciam a banda -, como Kyuss e Black Sabbath. “É um show pronto, bem pesado e maduro, além de inédito no Brasil. Testamos o formato ao longo dos 23 shows realizados ano passado na turnê pelos Estados Unidos”, reforça o vocalista.

 

cartaz-festival-chapa-o-rama-novo-web

 

 Chapa-O-Rama Festival

 

Data: 2 e 3 de junho de 2018
Local: Casa Rosa do Bonfim
news

THRIF: lançamento do EP Liberate

THRIF – The Human Race é Filth é um duo de York, Pensilvânia, infundindo elementos sujos do sludge, doom, crust, d-beat e grindcore na sua forma de música. Os dois membros, Kasey e Paul, lançaram uma série de materiais e tocaram em vários shows com suas outras bandas, Bittered, Police State e Mans Plague nos últimos anos. O EP de estreia do THRIF, “Human Exposed”, foi o sétimo lançamento deles em um período de apenas dois anos. Além disso, Paul lançou um álbum de sua outra banda Exterminance em 2016 via Lost Apparitions Records.

858239


O EP de estreia do THRIF, “Human Exposed”, foi lançado em dezembro de forma independente, e este EP, contendo 5 faixas de doomy grindcore, recebeu elogios de muitos meios de comunicação, incluindo Decibel e Metal Injection.

O THRIF continua exibindo sua hostilidade contra todos os tipos de injustiças sociais, atividades imorais de policiais e figuras autoritárias através do próximo lançamento “Liberate”, um EP contendo 8 músicas de um sludge/grindcore corrosivo e destruidor. A dupla oferece profanamente overdoses letais de riffs discordantes e traumatizantes, vocais raivosos asquerosos e bateria desencadeando batidas desintegradoras. Se o ritmo escolhe o caminho lento e espesso do sludge ou a rota de rápida grind, a atmosfera destrutiva de sua música continua regurgitando.

Assim como o EP de estreia, o “Liberate” foi gravado (em cerca de 07 horas) no Oblivion Studios, onde foram lançados lançamentos dos Pulling Teeth, Agoraphobic Nosebleed, Pig Destroyer, Deceased e muitos outros.


a2077827080_16

Tracklist:

01 – Native Biological Warfare
02 – Burning The Swines
03 – Vein Full
04 – Hung By Illusion
05 – Capital Torture
06 – Chain Game
07 – Slow March
08 – Concrete Soldier

news

Six Months Of Sun: novo álbum ‘Below The Eternal Sky’

O power-trio instrumental suíço de stoner-metal / sludge-rock Six Months Of Sun acaba de lançar seu segundo full lenght “Below The Eternal Sky”  com edições em CD, LP e Digital através da Cold Smoke Records, GPS Records e Urgence Disks.

Além do lançamento oficial, o álbum inteiro, produzido por Serge Morattel @ Rec Studio (Cortez, Knut, Impure Wilhelmina, Shora…), também está disponível agora para o full-stream no Bandcamp e YouTube com o apoio do Score A / V Digital. Ouça:

Six Months of Sun é uma banda de stoner/sludge metal instrumental que não é tão influenciada pelo jazz e como são pelo Sabbath & Zeppelin. Na verdade, uma guitarra, um baixo e uma bateria são os únicos essenciais para entregar riffs pesados e melodias interessantes.

A banda nasceu no verão de 2009 na neblina de uma caverna escura em Genebra (Suíça). Cyril, Christophe e Daniel, depois de uma tremenda jam, começaram a escrever canções juntos. Apesar de ter dois cantores na banda, eles decidiram criar composições instrumentais para dar mais espaço à música, e simplesmente porque era muito divertido tocar músicas que reuniam elementos do Stoner e Sludge.